Sady homrich, hj é niver dessa féra (47 aninhos)
Vejam o q ele diz:
Comecei a tocar bateria aos 20 anos de idade, em 1984, quando a efervescência cultural no sul do Brasil estava em alta. Eu já tocava na noite desde 1981. Comecei com percussão em roda de samba, depois estudei cavaquinho. Do ganzá a cuíca, o que vinha eu traçava. O rock brasileiro dava os primeiros sinais de furar a barreira imposta pelas gravadoras e as bandas novas começavam a lançar compactos (pequenos discos com uma ou duas músicas de cada lado), formando a primeira leva do rock brasileiro dos anos 80. Isso foi definitivo para eu procurar o Thabba, meu primeiro professor de bateria. O Thedy, o Carlão e eu já estávamos decididos a montar uma banda. Passei a tocar bateria na noite, aprendendo muito com outros músicos e estudando sempre. O proprietário do bar que eu tocava era colega de faculdade de engenharia (PUCRS) e me emprestava a chave do Bangalô Bar para ensaiarmos à tarde. Até que na noite 5/10/1986 o Nenhum de Nós tocou pela primeira vez, iniciando uma história que está já completou 22 anos.
Quando era moleque, brincava de tocar bateria em baldes, panelas e vasos com pauzinhos de cabide. Meu pai me levava todos os domingos para assistir aos “Concertos para a Juventude”, onde a OSPA (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre) tocava clássicos. Havia uma vivência bastante musical, mas não havia músicos próximos na minha família (com exceção do tio Hugo, acordeonista) e só fui ter contato com os primeiros instrumentos de percussão lá pelos 16 anos. Aos 19 tocava na noite, como hobby, pra levantar alguma grana, pois meu objetivo (e de minha família) era concluir o curso de Eng. Química. E fui tocando e estudando até montar a banda e gravar o primeiro disco - que continha "Camila, Camila”. Aí foi o fim da dúvida: decidi que seria músico, ainda que formado em engenharia. O diploma tá bem enrolado no fundo de uma gaveta... A engenharia é um ótimo hobby...
Escolhi a bateria pela afinidade precoce com a percussão. A formação cartesiana (toda a família é de engenheiros, inclusive eu!) que tive em casa também ajudou: tem muita matemática nas divisões musicais. Quando fui estudar o instrumento, já tinha noção de ritmo, o que facilitou muito. As noções de harmonia que tive com o cavaquinho também ajudaram bastante na integração com os outros músicos da banda. Nós aprendemos a tocar juntos!
Muitos bateristas me influenciaram ao longo dos anos pela sua postura, e muitos artistas e bandas pelo conceito musical, que acho fundamental. Desde Ringo Starr e Keith Moon, passando por Neil Peart, Phil Collins, Bill Brufford, Chester Thompson, Bob Benberg (Supertramp), Larry Murlay Jr. e Billy Cobham até John Bonham e Ian Paice. Dos brasileiros: Airto Moreira, João Barone, André Jung, Alexandre Fonseca e Albino Infantozzih. Tenho gostado do trabalho do Nathan Followill (Kings of Leon) e do Zak (Starkey) , Will Champion (Coldplay), Chad Smith (Red Hot) e Taylor Hawkins (Foo Fighters).
Gosto de escutar absolutamente DE TUDO! Nesse momento estou escutando os mais recentes CDs do rem (cujo show abrimos em nov/2008), Coldplay, Tequila Baby com Marky Ramone. Além de várias vertentes do rock de língua inglesa, escuto muita música brasileira - rock, MPB e samba; rock argentino, folclore de vários lugares e um pouco de compositores eruditos clássicos. E no carro aproveito pra escutar o que anda tocando nas rádios... Aí é complicado! Salvo raras exceções, as rádios esqueceram de tocar boa música. Aqui no sul a segmentação das rádios abriu espaço para as bandas locais. Vemos que as coisas mudaram pra melhor em termos de condições técnicas. Comprar um bom instrumento, gravar um disco, tocar ao vivo e até mostrar o trabalho são tarefas que inviabilizavam o começo de muitas bandas. Encontramos equipamentos de som e luz qualificados em todo o Brasil. Com um bom computador pode-se gravar um disco de qualidade. Mas falta um pouco de espontaneidade. Tem muita gente entrando nessa por grana. Se não houver investimento, não há retorno. E quem perde com isso é a arte, é a música, pois se você encarar isso só como um negócio, perde a poesia e o magnetismo...
Quando era moleque, brincava de tocar bateria em baldes, panelas e vasos com pauzinhos de cabide. Meu pai me levava todos os domingos para assistir aos “Concertos para a Juventude”, onde a OSPA (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre) tocava clássicos. Havia uma vivência bastante musical, mas não havia músicos próximos na minha família (com exceção do tio Hugo, acordeonista) e só fui ter contato com os primeiros instrumentos de percussão lá pelos 16 anos. Aos 19 tocava na noite, como hobby, pra levantar alguma grana, pois meu objetivo (e de minha família) era concluir o curso de Eng. Química. E fui tocando e estudando até montar a banda e gravar o primeiro disco - que continha "Camila, Camila”. Aí foi o fim da dúvida: decidi que seria músico, ainda que formado em engenharia. O diploma tá bem enrolado no fundo de uma gaveta... A engenharia é um ótimo hobby...
Escolhi a bateria pela afinidade precoce com a percussão. A formação cartesiana (toda a família é de engenheiros, inclusive eu!) que tive em casa também ajudou: tem muita matemática nas divisões musicais. Quando fui estudar o instrumento, já tinha noção de ritmo, o que facilitou muito. As noções de harmonia que tive com o cavaquinho também ajudaram bastante na integração com os outros músicos da banda. Nós aprendemos a tocar juntos!
Muitos bateristas me influenciaram ao longo dos anos pela sua postura, e muitos artistas e bandas pelo conceito musical, que acho fundamental. Desde Ringo Starr e Keith Moon, passando por Neil Peart, Phil Collins, Bill Brufford, Chester Thompson, Bob Benberg (Supertramp), Larry Murlay Jr. e Billy Cobham até John Bonham e Ian Paice. Dos brasileiros: Airto Moreira, João Barone, André Jung, Alexandre Fonseca e Albino Infantozzih. Tenho gostado do trabalho do Nathan Followill (Kings of Leon) e do Zak (Starkey) , Will Champion (Coldplay), Chad Smith (Red Hot) e Taylor Hawkins (Foo Fighters).
Gosto de escutar absolutamente DE TUDO! Nesse momento estou escutando os mais recentes CDs do rem (cujo show abrimos em nov/2008), Coldplay, Tequila Baby com Marky Ramone. Além de várias vertentes do rock de língua inglesa, escuto muita música brasileira - rock, MPB e samba; rock argentino, folclore de vários lugares e um pouco de compositores eruditos clássicos. E no carro aproveito pra escutar o que anda tocando nas rádios... Aí é complicado! Salvo raras exceções, as rádios esqueceram de tocar boa música. Aqui no sul a segmentação das rádios abriu espaço para as bandas locais. Vemos que as coisas mudaram pra melhor em termos de condições técnicas. Comprar um bom instrumento, gravar um disco, tocar ao vivo e até mostrar o trabalho são tarefas que inviabilizavam o começo de muitas bandas. Encontramos equipamentos de som e luz qualificados em todo o Brasil. Com um bom computador pode-se gravar um disco de qualidade. Mas falta um pouco de espontaneidade. Tem muita gente entrando nessa por grana. Se não houver investimento, não há retorno. E quem perde com isso é a arte, é a música, pois se você encarar isso só como um negócio, perde a poesia e o magnetismo...
MINHA DICA: Não procure o caminho mais fácil. Procure o SEU caminho. Tem que estudar o instrumento, tocar e escutar de tudo, mas não pode ficar alienado do mundo que tá girando. Procure não abandonar outros deveres antes de ter certeza que está disposto a trilhar uma carreira SÓLIDA na música. Isso exige anos de investimento. Não deixe que a música magoe você por não lhe dar sustento. Você deve sustentá-la! Seja sincero. Seja uma pessoa que "vale a pena"!!! Aquele abraço!!
NEHUM DE NÓS!!!!!!!!!!!
E aí foi mais um pouco da história do Rock Nacional .
Parabéns GRANDE Sady Homrich.
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